terça-feira, 21 de novembro de 2017

Um dia depois do outro.

Há pelo menos 06 anos (sim, estamos ficando velhos) eu lembro de vir aqui fazendo uma referência acerca da antecipação do clima natalino. Lembro-me, ser ainda início de novembro, e já tínhamos em destaque as questões de Natal.

Critiquei, obviamente.

Denota-se, que diante da crise econômica enfrentada pelo país, ainda que eu tenha restrição à amplitude do verdadeiro significado de crise, estamos diante de uma realidade diversa: faltando pouco mais de 01 mês apara o natal, pouco se fala e pouco se vê sobre a circunstância pela rua.

Me dei conta disso, ainda que tenha referido acerca do tema dias atrás, ontem, quando o meu irmão Arthur me mandou uma fotografia dos enfeites natalinos de um shopping da região, sugerindo que eu levasse o Bernardo para ver. 

Com isso, vislumbrei a diferença da realidade atual. 

Não quero aqui criticar a influência do comércio no contexto do natal. Passei desta fase antes mesmo do Bê nascer e, com isso, muitíssimo menos. Prefiro acreditar na magia do natal como um instrumento de enfrentamento da vida. Penso que falta um pouco disso. Sequer um filme como Harry Potter tem nos aparecido para lembrar da fantasia, enfim...

Mas é claro que o comércio ajudou a transformar o Natal em algo bem maior do que o nascimento de Cristo. E vejam bem, não estou aqui diminuindo a realidade do dia 25 de dezembro. Eu mesmo tenho consciência que preciso aproximar a minha relação com Deus. Já reatamos, agora falta um plus a mais.

Hoje, aqui escrevo para expressão de uma realidade. Quem sabe ali na frente mude e, ainda em outubro, reapareçam os enfeites natalinos. Mas hoje não.

E isso me leva a crer que andar por aí, em facebook's, twiter's e redes sociais de relacionamento do gênero, pregando moral (muitas vezes de cueca) é algo que deve ser muitíssimo bem pensado. Não custa lembrar que a verdade de hoje é a mentira de amanhã, ainda mais no mundo artificial em que vivemos hoje em dia.

Não há nada como um dia depois do outro.

Nada mesmo.

Boa semana a todos.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Beatles no findi

Já referi por aqui, mais de uma vez, que o nosso intuito é sempre fazer deste espaço um canal de promoção do tradicionalismo gaudério e da nossa cultura gaúcha.
Entretanto, é lema deste que voz escreve, o apoio incondicional da educação e da cultura, na sua forma mais abrangente possível. Aliás, se um dia me enveredar para a política, a minha bandeira será a educação e cultura, sem sombra de dúvida.

Pois neste final de semana, e começa hoje, São Chico promove o primeiro "Beatles Weekend". O evento proporcionará aos amantes da banda inglesa, uma das maiores da nossa história, um reencontro com os sucessos da mesma. Muitas bandas, do Rio Grande do Sul, de fora dele e até de fora do país estarão presentes.

Parabenizo, desde já, a municipalidade pela iniciativa e desejo sucesso no evento.

Lembrando, que o intento será no Lago São Bernardo e o local, por si só, já é um belo atrativo.


***

Bom final de semana a todos!

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Falta de inspiração

A verdade é que entramos na rota de colisão do ano que busca se findar e o novo que quer chegar todo prosa, com a promessa de novos dias, uma nova vida - quem sabe, uma nova esperança.

A bem da verdade, sem esconder de ninguém, é que queria que hoje fosse um mês para frente.

Pela primeira vez em anos to só pelas férias.

To bem cansado mesmo.

Físico e mental.

Daí a clara falta de inspiração.

Que coisa!

Bom feriado a todos.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

O poder da música

A música vive em mim e apesar de eu gostar de fazer e cantar aquilo que brota na tradição do Rio Grande, tudo que é bom, independente do gênero, encantando a minha alma e fazendo bem para os meus ouvidos, eu ouço.

Sou fã de Belchior e já deixei claro por aqui. Eu ouço "Como nossos pais" a todo final de cada semana.

Sou fã de Nelson Gonçalves. Naquela mesa...

Sou fã de Gonzaguinha. E tem uma música dele que me faz parar pra pensar no poder que tem a música e me faz entender que o meu cantar "é apenas o meu jeito de viver, o que é amar":

"Sangrando - Gonzaguinha
   
Quando eu soltar a minha voz
Por favor entenda
Que palavra por palavra
Eis aqui uma pessoa se entregando

Coração na boca
Peito aberto
Vou sangrando
São as lutas dessa nossa vida
Que eu estou cantando

Quando eu abrir minha garganta
Essa força tanta
Tudo aquilo que você ouvir
Esteja certa
Que estarei vivendo

Veja o brilho dos meus olhos
E o tremor nas minhas mãos
E o meu corpo tão suado
Transbordando toda a raça e emoção

E se eu chorar
E o sal molhar o meu sorriso
Não se espante, cante
Que o teu canto é a minha força
Pra cantar

Quando eu soltar a minha voz
Por favor, entenda
É apenas o meu jeito de viver
O que é amar"


Eu vou voltar Rio Grande Velho....

Abraço e bom final de semana a todos.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Intrigante

Finados é uma data que me intriga. Não que eu seja alguém afoito aos paradigmas da data, mas me fico a pensar no que ela representa, inclusive para o mês vindouro. 

Novembro já começa celebrando os mortos e a morte, por lógica. Ou não?

Aliás, novembro já chega com a expectativa de se ver dezembro no calendário. As festividades de natal já estão a pleno. Parece-me, aliás, que deveriam começar somente após finados, ao menos, por uma questão de repeito aqueles que valorizam os seus entes queridos que já morreram.

E são muitas pessoas!

Muitas vezes em finados estava na velha Cazuza Ferreira. Lá finados era sempre motivo para bastante gente no povoado. As vezes mais que em festa. Somente as vezes, quero imaginar.

Já não vou a tempos.

Sinal que a minha vida vem relegando meu passado e meus antepassados.

A família, num sentido amplo, já não é a prioridade de muitos.

Uma pena.

Finados é uma data que me intriga. Penso no vento, tradicional à data.

Finados é uma data que me intriga. E me toma a inspiração.

Que saibamos amanhã voltar a celebrar a vida e os vivos.

Abraço a todos.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Nem tudo são flores

Sentado na mesa mais próxima da janela, no restaurante, para que o bebê ficasse entretido com os movimentos da rua, pude observar a cada um que chegava. Poucos, importante referir, afinal, fim de mês nem sempre permite concessões às pessoas. 

Notei com mais afinco, todavia, aquele trio de mulheres que atravessara a rua em direção à porta. Como não vi carro estacionado próximo, supus terem vindo de a pé. Três gerações: a mais nova adaptada à realidade atual, vestida a contento e com um sorriso no rosto. A do meio meio com cara de arredia e a mais velha, certamente, xucra de berço.

Dava para enxergar nas duas mais velhas o receio e o medo de adentrar naquele ambiente que, dadas as reações, pareceu pouquíssimo habitual. Entraram e sentaram numa mesa mais ao fundo, com ninguém ao lado, o que entendi ser para não exteriorizar eventual ignorância. Pessoas simples. Pessoas que em pleno século 21 ainda vivem à margem da realidade (virtual) atual.

Ampliei minha ideia de que a vida é simples e nós que  a complicamos.

Só não fui embora mais satisfeito porque dois marmanjos insistiram em passar todo o jantar com bonés na cabeça. Ridículo, fútil e desrespeitoso.

Por essas que se vê porque o nosso país não vai para frente. Por um simples boné na cabeça dentro dum restaurante?

Sim. Não era um, mas sim dois.

Educação ainda é a base de tudo.

Feliz pela simplicidade e triste pela falta de educação.

É, nem tudo são flores nesta vida. Quase nada?

Boa semana a todos. 

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Estrada sem fim

Tem dias, como hoje, que me paro a pensar no sentido da vida.

Obviamente, nunca chego a alguma conclusão. Fosse assim, não voltaria a refletir sobre o mesmo tema.

A bem da verdade eu nem sei se isso tem alguma resposta.

Talvez algumas pessoas tenham este conhecimento.

Outros, a maioria, apenas acham que tem.

E assim a gente vai empurrando um dia atrás do outro até que chega num momento como este, em que se pensa qual o sentido de tudo que já foi feito.

E assim se percebe que a vida é mesmo um sujeito abstrato.

Que o pouco de concreto que se tem, é realmente muito pouco.

E as vezes é ilusório!

Quando vamos aprender que momentos felizes não se pode confundir com felicidade?

Eu passar bom tempo falando do que já passou, ainda que sejam boas lembranças, só mostra que eu nem sei o que faço aqui.

A vida é uma estrada sem fim, pois duvido que ela termina quando a gente morre.

E os que aqui deixamos a viver por nós?

Hoje, como se percebe, estou subjetivo. Naqueles dias (e são vários!) que acordo sabendo que vou do nada ao lugar nenhum.

Bom final de semana a todos.

PS.: a postagem inicial faria uma feliz referência aos mais de 100 mil acessos, conquistados por este BLOG DO CAMPEIRO, entre a última semana e esta. Suponho que, na verdade, este número seja no mínimo o dobro, já que a contagem oficial começou tão somente em 2011. Mas é um belo marco. Muito obrigado pelo carinho e a audiência de todos!