quarta-feira, 24 de agosto de 2016

São muitos sorrisos...

Impressionante é o poder do sorriso. O sorriso que a cada manhã se toma forma e me encanta novamente, que me faz rir sozinho, trás felicidade e força para seguir o dia, mas, contando cada segundo, cada minuto, cada hora para poder, enfim, ver aquele sorriso puro, feliz, contente de novo. Tudo se resume a um sorriso, mas não é um só, são muitos. São muitos sorrisos. Hoje, neste dia 24 de agosto, faz um ano que eu sou uma pessoa muito melhor por causa de sorrisos. 



São muitos sorrisos... e uma volta no tempo.



O dia era o tão esperado dia dos últimos meses: 24 de agosto de 2015. Um dia que amanheceu com sol, nem quente, nem frio, porém, um dia único. A diferença "meio básica" é que naquela manhã eu precisava colocar umas malas extras do porta-malas do carro. Incomum, aliás, era eu colocar as malas no carro com ele dentro da garagem, mas aquele dia fugia de um dia comum.Tanto o é, que calculei mal e a porta bateu na parede da churrasqueira deixando uma marca que até hoje eu não tive coragem de apagar. Lembra um dia importante, de muita alegria e felicidade.


A mamãe Mariana então passou pela última e derradeira consulta, ainda naquela manhã. Antes das 10h deveria ser realizado a última refeição antes do parto. Foi o nosso almoço. As 15h chegamos no hospital. Repiso que o dia era de sol e se não fosse, azar, já era para mim o dia mais iluminado de toda a minha vida.

Pois há exato um ano atrás, as 18h28min, de uma segunda-feira de um inverno brando, veio ao mundo a pessoinha mais importante da minha vida, o dono dos sorrisos que me encantam a cada novo dia e me trazem ainda mais felicidade, o moço das fotos, o Sr. Bernardo Fernandes Costa ou, simplesmente, o Bê.



De lá para cá, a cada novo dia é uma nova descoberta dele, o meu GuLi, meu nenenzinho, meu biscoito, meu filho amado. Cada vez que o deixo fica o meu coração junto com ele, afinal, ele está sempre me procurando, procurando-nos.


Nada será igual, daqui para frente. Tudo será diferente, menos uma coisa: o sorriso.

Há um ano este sorriso me encanta. Há um ano eu sou bem mais feliz. Há um ano eu me apaixono a cada dia pelo teu sorriso. São muitos sorrisos... e um amor incondicional.



Parabéns, Bernardo, meu filho. Papai e Mamãe te amam. Que sigas distribuindo sorrisos e encantando a todos nós. Que sejas muito feliz!


Aos 24 dias do mês de agosto de 2016.

Com muito amor,

"meu" Papai e "minha" Mamãe. 

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Briga de Bugia

De hoje em diante e até o mês de outubro, passaremos a conviver com o pleito eleitoral municipal. Pela situação econômica mais contida, a coisa tende a ser menos espalhafatosa, desta vez. 

Mas será, igual.

Muita promessa e demagogia barata em torno do voto. Mas(e sempre tem um "mas" em tudo), não em razão dos anseios do povo, de regra, e sim no interesse particular do poder.

Enfim, vamos olhando e observando. Pois dia desses caminhando por São Chico me pediram uma opinião sobre o processo eleitoral de lá. Sem titubear, afirmei que só falo de política antes e depois do pleito, durante (agora), só observo.

Observamos, portanto.

Falando em campanha política, lembrei-me do refrão duma das grandes obras de Elton Saldanha, vencedora do 9º Ronco do Bugio: "Briga de Bugia". Cai como uma luva.

"E a gaita velha
 e o bugio grosso
 e de-lhe osso
 era um gritedo

 Larga, larga, cabeluda
 sai daqui mondongo azedo
 sem vergonha papagaio
 criado no chinaredo"

Oiga-lê Tchê, peleia bonita de se ver.... hehehehe.


Boa semana a todos.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Vencedores do 25º Ronco do Bugio

Se alguém ainda não viu o resultado final do 25º Ronco do Bugio, segue:


1º LUGAR: OS TROPEIROS DE SÃO CHICO
Letra: Anildo de Souza Araújo, Milton César Hoff e Jones Andrei Vieira
Música: Jones Andrei Vieira
Int: Daniel Silva

2º LUGAR: NO RONCAR DE UM BUGIO
Letra: Paulo Ricardo Costa
Música: Halber Lopes e Jarbas Nadal
Int: Cristiano Fantinel

3º LUGAR: BOCA DE CORREDOR
Letra: Jairo Fonseca
Música: Jardel Borba
Int: Jardel Borba e Grupo Brasil de Bombacha


MÚSICA MAIS POPULAR: BOCA DE CORREDOR

MELHOR INTÉRPRETE: CRISTIANO FANTINEL
Música: No Roncar de Um Bugio

MELHOR INSTRUMENTISTA: BETO CAETANO
Música: Um Bugio Bem Gaúcho

1º LUGAR RONCO DO BUGIOZINHO: NO GALPÃO SERRANO
Mateus Reis Machado

2º LUGAR RONCO DO BUGIOZINHO: SONORIDADE SERRANA
Manuela Bassualdo Duarte


Que venha a 26ª edição. De referir que a 25ª foi sucesso de público, nas dependências do CTG Rodeio Serrano.

Bom final de semana a todos.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

O ouro da Rafaela

Não estou acompanhando os Jogos Olímpicos e também não assisti a cerimônia inaugural. Nunca me cativei, mas, ontem, após algumas manifestações nas redes sociais, acompanhei pela internet uma das provas olímpicas, justamente a que coroou Rafaela Silva como medalha de ouro. O primeiro ouro para o Brasil? Não, o ouro de Rafaela que é representante do judô brasileiro.

Passei a pensar assim quando soube que há quatro anos, em Londres, após perder uma luta e ser desclassificada, Rafaela foi hostilizada e vítima de um preconceito nefasto, nojento e doente. Pois ela, e só ela, resolveu dar a volta por cima e agora se sagrou campeã. Não foi o brasil que estendeu a mão para a moça.

Uma moça pobre ganhar uma medalha nos jogos olímpicos demonstra o que eu sempre disse: que a educação é o cavalo de batalha de qualquer nação que se julga séria. E dentro do contexto da educação vem o esporte. A inclusão é feita pelo esporte e pela educação. Quer transformar o Brasil numa pátria decente? Eduque o povo! Simples!

Mas se educar o povo como alguns vão conseguir virar políticos nesse país? Pois é...

Parabéns à Rafaela, mulher, pobre, negra e, o principalmente, de fibra e coragem. medalha merecida. Ela é tua e de mais ninguém.

***

Vamos parar com a síndrome de vira-lata. Não, o importante não é competir. O importante é ganhar. Vamos parar com este chororô. Se perdeu não tem que virar semi heroi, mas sim, levantar a cabeça se resignar e daqui há 4 anos ganhar. E pronto.

Como fez a Rafaela.

Boa semana a todos.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Ronco do Bugio

Os festivais nativistas já tiveram seu auge, admito, mas feliz de nós, gaúchos e gaúchas de todas as querências, que muitos ainda mantêm acesa, firme e forte, a chama da tradição. Um deles, o Ronco do Bugio, tem significado ainda maior, afinal, é o único que aceita apenas um ritmo; além do mais é cria da minha terra, São Francisco de Paula.

Pois, hoje, a gaita vai roncar mais forte nas dependências do CTG Rodeio Serrano, pois o 25º Ronco do Bugio acontece com a mesma fama e galhardia que já tinha há quase três décadas atrás, quando iniciou embaixo de um lonão de circo.

De lá pá cá, ao longo das edições anteriores, grande nomes da nossa música regional se consagram no palco do Ronco do Bugio. Do primeiro, vencido pelo grande Leonardo acompanhado pelo conjunto Os Monarcas, até o último vencido por Jorge Freitas e Érlon Péricles, o troféu já passou pelas mãos de Elton Saldanha, Gonzaga dos Reis, Antoninho Duarte, Adair de Freitas, José Claro, o Zezinho, Pedro Neves, os sempre inesquecíveis Rui Biriva e Edson Otto, além de outros tantos músicos de qualidade indiscutível, cuja lembrança a memória agora me trai.

Nunca me esquecerei do 10º Ronco do Bugio, o Ronco dos Roncos, uma ideia brilhante de reunir os 10 vencedores anteriores disputando um novo troféu, vencido pelo grande Leonardo, desta vez acompanhado pelo grupo Rodeio. Sem medo de errar, a sua “Levanta Bugio” é o maior ícone do festival, já que levou dois troféus e nunca sai da cabeça daqueles que gostam do velho e bom tranco macio:

 “Destapei o caixão e o danado sorriu
   O Bugio não tá morto, levanta bugio.
   Não te finge de morto, levanta bugio
   Que o bugio é serrano e não morre de frio”
 
Eu estava lá, num ginásio municipal lotado como nunca mais vi. Impressionante!

Embora tenham se passados alguns anos sem a realização do festival, felizmente o caminho foi retomado e grandes artistas da nova geração, além dos já consagrados, tem passado por lá nos últimos tempos.

Não conheço gaúcho que vá num fandango e consiga sair sem dançar um bugio. No dois para lá e dois para cá o coração vai pegando o ritmo do embalo e pulsa como se fosse o ronco do bicho ou da baixaria de uma cordeona serrana e campeira.

A história da música gaúcha estará sendo ampliada de hoje até domingo, nos campos dobrados de São Chico de Paula. Além das músicas concorrentes, teremos no palco Os Monarcas, Os Serranos, Elton Saldanha e Cezar Oliveira & Rogério Melo.

Dúvida do sucesso? Nenhuma!

E é no sucesso d’Os Mirins que encerro, pois to boleando a perna no rumo da minha terra:

“É no ronco do bugio na serra que foi meu ventre
Que o crioulismo floresce e desce pro continente”

Grande abraço a todos.

PS.: Para quem quer passar o final de semana em São Chico fandangueando, no domingo tem bailanta com Os Mateadores, na Sociedade 9 de Julho. Pobre da sola da minha bota...
 
Texto publicado concomitantemente com a coluna CHARLA DO CAMPEIRO, no sítio da http://www.radiocampanha.com/. Ouça a RÁDIO CAMPANHA e aproveite o melhor tranco do bugio!

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Acabrunhado, mas seguindo a vida.

Me parece que era um belo sábado de sol, há exatos 20 (vinte) anos. Naquele dia subi no ônibus e fiz o caminho definitivo para a minha nova morada: deixava a minha São Francisco de Paula para desbravar outra querência, Novo Hamburgo.

Não posso, contudo, dizer que deixei São Chico triste. Triste lá ficaram os que eu deixei e lamentaram a minha partida. Principalmente os avós. Não, eu não estava triste, afinal, como um guri que era, imaginava uma nova vida e que eu seria muito "mais importante" se eu passasse a referir que morava numa cidade grande e não no meu pequeno berço de origem.

Pouco tempo depois, e garanto que não demorou muito, a saudade de casa, a minha verdadeira, começou a bater. Desde então, passados exatos 20 (vinte) anos, não tem um dia sequer que eu não deixe de lembrar que no dia 3 de agosto de 1996 eu saía de São Chico vindo embora para Novo Hamburgo.

Nostalgia não é uma palavra que eu possa usar com garbo entono neste momento, afinal, em Novo Hamburgo, de fato, fixei minha vida, conheci a minha esposa e foi onde nasceu o meu filho. Devo bastante coisa, portanto, para Novo Hamburgo. Tanto que aqui fixei residência e me estabeleci profissionalmente.

Com o tempo, parei de culpar o mês de agosto pela minha saída de São Chico. Muita coisa boa aconteceu em agosto: o mês da minha formatura, o mês do meu casamento o mês que nasceu o Bernardo, o maior presente que a vida me deu até este momento que vos escrevo. 

Com este mesmo tempo aprendi que a vida é assim mesmo. Um perde e ganha a cada dia que passa. Não se pode, ao fim e ao cabo, querer ser dono de tudo. Perdi uma relação enraizada com São Francisco de Paula, mas ganhei uma família linda, outros tantos amigos e pessoas que me respeitam e me querem bem.

A bem da verdade, nunca deixarei São Chico. Aquilo é parte de mim e sempre será. Quando posso apruma as malas, encilho o pingo (o moderno, aquele com motor e quatro rodas - risos) e boleio a perna para o seio da minha gente. Depois de amanhã mesmo estarei por lá, vendo a gaita serrana gaúcha roncar mais forte. Sou um eleitor de São Chico. Lá votei pela primeira vez e ainda não tomei coragem de mudar. Talvez seja preciso, afinal, minha morada já não é mais São Chico.

São Chico nunca sairá de mim e eu nunca abandonarei São Chico. Com maestria, os Irmãos Bertussi, na magistral obra "São Chico é Terra Boa", definiram:

"Quando estou longe dos pagos, a saudade é de matar
  Eu me sinto acabrunhado, com vontade de voltar.
  O serrano é um homem triste, vivendo em outra terra
  O serrano só morre feliz, morrendo em cima da serra."

Sempre acabrunhado, mas seguindo a vida por diante.

São Chico, que saudade!

Abraço a todos.

Novo Hamburgo, 03 de agosto de 2016.

PS.: Outra marca especial na minha vida hoje se consubstancia. Este é o texto número 800 do BLOG DO CAMPEIRO. Muito obrigado a todos!!

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Chasque para o fim de julho.

Chega mais um mês que se finda. Em regra, tenho feito chasques, nas postagens derradeiras de cada mês. Me parece que hoje, não tem como ser diferente.

Entonces, boleamos a perna.

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Começam hoje as "Sexta Gaúcha" da Sociedade 7 de Setembro, em Sapiranga, sob comando do meu amigo Márcio Rosa, grande figura e uma pessoa dedicada à promoção da nossa música. Também Diretor do grupo Tchê Moçada, a festa hoje começa justamente com seu grupo e com o grande gaiteiro Alan Moreira, pessoa de talento incomparável.

Sucesso, certamente!

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Nosso pesar pelo falecimento de Mauro Rechenmacher, o Mauro Russo ou Mauro Fandangueiro, atual diretor do grupo Fandangueiro, este ocorrido na última terça-feira. Em 2008, juntos, fundamos o grupo Fandangueiro e convivemos por 4 anos, numa parceria de bailes por todas as regiões. Muita alegria levamos ao povo durante todo este tempo.

Força ao seu filho Maurinho, sua esposa e demais filhas.

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Ao que me parece, na segunda-feira, já agosto, saberemos o caminho dos principais partidos políticos nesta eleição que se avizinha.

É ver para crer, se é que dá para crer na política ou em políticos.

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Amanhã é aniversário do Dr. Luis Cezar, meu pai. Vou levar meu abraço. O Bernardo vai também.

Bom final de semana a todos.