sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Quase parando...


Fosse em anos anteriores, estas últimas sextas-feira que antecedem o Natal seriam de assunto farto por aqui, no meio tradicionalista. Poderia, por exemplo, ficar apenas colocando agenda de fandangos dos CTG's da região que, costumeiramente, tinham agenda cheia para encerramento de atividades do ano.

Mas neste, e não sei se a desculpa é a crise, a agenda do ano inteiro já fora devagar quase parando, então o reflexo em dezembro seria este mesmo: devagar quase parando, com o perdão da redundância.

E pensar que as duas épocas mais lucrativas para nós músicos aqui era a semana farroupilha e dezembro. 

Mas, quem sabe, daqui a pouco a coisa toma prumo novamente.

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Por falar nisso, amanhã tem Grupo Cordiona, o grupo do Porca Véia, no CTG Estância da Liberdade, em Novo Hamburgo. O plus do fandango é a promessa de participação do Porca, tocando alguns de seus sucessos e abraçando os amigos.

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Será também o Grupo Cordiona que animara a tradicional festa da Várzea do Cedro que, neste ano, voltará a sua data correta, em janeiro. Anote na agenda, será nos dias 14 e 15 de janeiro. O festeiro é meu amigo Moacir Reis, de família tradicional dos campos da Várzea.

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Ontem dei uma volta rápida no centro de Novo Hamburgo e achei um pouco mais movimentado, mas, ainda assim, bem aquém dos últimos anos. Vamos ver o saldo e o balanço do comércio, passadas as festas de fim de ano.  

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No mais, caros amigos, seguimos esperando o fim deste ano que, acredito eu, não deixará saudades.

Bom final de semana a todos.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Velho Casarão da Mimi



Cresci e me criei vivendo do seio de São Francisco de Paula. Por um ano morei em Cazuza Ferreira, então distrito mais pujante da cidade e muitas férias passei na Fazenda Boqueirão, entre as localidades do Chimarrão e do Cerrito, indo ali pela Estrada do Meio, morada dos meus avós maternos.


Quando eles estavam pela cidade, a morada era (e continua sendo para a Vó Neuza) ali na Barão de Santo Ângelo, ao lado das casas do tio Breno e do Seu Xano. Mas o que me encantava mesmo era a casa que tinha em frente, onde vivia a Mimi e sua irmã Áurea. Duas Senhoras, irmãs, pessoas de coração bom, que viviam num casarão centenário construído pelo pai das senhoras, Sr. Napoleão Moura, tabelião de São Chico. 

Para uma criança como eu ou o Maicon, meu primo, aquela casa também trazia todo o tipo de medo, afinal, parecia mal assombrada. Pois nunca conheci totalmente seus meandros, mas me lembro da sala e da cozinha. Pela primeira vez na minha vida vi uma pia com uma luminária, afinal, não ficava recostada a janela que dava pra rua.

Na garagem, um pouco afastada da casa, tinha um velho carro antigo, do esposo da Mimi, que vi uma ou outra vez. Talvez ali tenha iniciado a minha paixão pelos grandes clássicos da indústria automobilística.

O encantamento pela casa, porém, não passou com o falecimento da Mimi e depois da Áurea. Há mais de duas décadas, restava-nos cruzar por ela quando íamos visitar a vó Neuza ou no simples trajeto da casa da Vó Frida para a avenida Júlio de Castilhos.

Tempos atrás ainda referi com a Mariana que aquela casa poderia servir para criar um restaurante temático ou café colonial, capaz de fazer as pessoas, turistas, enfim, viverem a história da minha querida São Chico.

Hoje cedo, acordo com minha mãe mandando uma imagem que me fez voltar no tempo e ficar muito triste mesmo:





Nesta madrugada, em poucas horas, parte da história de São Chico, talvez a casa mais velha ainda de pé, o Velho Casarão da Mimi, virou cinza.

A Mimi tinha verdadeira paixão por aquela casa e me dói pensar o quanto teria sofrido, se viva fosse, tendo que ver as chamas consumindo uma grande parte da sua vida.

Será triste cruzar aquela esquina a partir de agora e não mais ver o Velho Casarão. 

Se foi o casarão e criou um vazio na minha infância. Terei de fechar os olhos para lembrar dos tempos dentro daquela casa, da Mimi, da Áurea e da época em que para ser feliz bastava apenas sonhar.

E foram tantos sonhos... 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Porteira aberta para o fim do ano.

Preparava-me para escrever acerca do encerramento de novembro, temendo ser repetitivo, quando por motivo de força maior tive de mudar meus planos, diante do triste ocorrido com o time da Chapecoense.

Óbvio que não se pode mensurar a dor das pessoas. Tampouco aquela é superior e de tantas outras que perdem os seus entes queridos. Tudo é uma questão de repeito. Por falar nisso, aliás, com o devido comedimento, parece-me que certas pessoas estão se aproveitando dessa situação para auto promoção.

Claro que espero estar interpretando errado. Sempre.

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Pois já estamos no segundo dia do mês que encerra mais um ano. E chegou dezembro, pasmem. Como tudo corre nesta vida, impressionante. Mas, sei lá. Já não me motivo mais a falar disso. Mesmo o natal, que envolve as pessoas, parece mais devagar este ano. Não vejo motivação na vida das pessoas.

Faço aqui um adendo, pois estive esta semana em Gramado e lá a movimentação tem sido constante. Porém, não costumo passar muito por lá, então, não sei como estava nos anos anteriores.

Vamos ver se o brasileiro deixará tudo para última hora (o que é costume, de referir)

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Nos tempos de redes sociais, perdi muito contato com pessoas amigas. Hoje, quando muito, é um alô de longe.

Ou sou muito retrógrado, ou realmente a tecnologia não é a maravilha que se prega.

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Geralmente começo o mês de dezembro motivado, afinal, em breve mais um ano se incia e se renovam as esperanças de novos e melhores tempos.

Mas hoje estou particularmente bem cansado. Logo, a inspiração não é das mais acentuadas.

Agora que eu espero um 2017 muito melhor, não tenha dúvida. A bem da verdade, não há motivos para querer que 2016 não acabe logo.

E vida que segue.

Abriu a porteira para o fim deste ano. Agora não tem mais como fechar.

Abraço e bom final de semana a todos.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Tragédia

Com o passar do tempo, passei a pensar estar me tornando um refém das novas tecnologias, logo que muito relutei em aderir as redes sociais. Faz algum tempo que a certa hora da noite simplesmente desligo a internet do meu celular (sim, é possível). Ontem, ainda fui dormir cedo e não quis ver nada de futebol. Irritou-me a complacência do Coritiba diante do Vitória. 

Mas nada disso afinal era importante.

Hoje acordo com a Mariana falando sobre um acidente de avião envolvendo o time da Chapecoense. Sempre gostei de gostar de times de menor expressão. Façanhas, sempre serviram para mostrar o porque o futebol realmente é mágico. Quando cheguei em Novo Hamburgo em 1996, logo virei um espectador dos jogos do XV de Novembro de Campo Bom, ainda pelo amador, que tinha o Balalo como craque do time. Quem lembra disso? Pois é, depois o XV acabou na final do Campeonato Gaúcho e da Copa do Brasil.

Acho que a Chapecoense é mais ou menos assim para os torcedores dos outros clubes. Difícil não sentir alguma simpatia. Faria história numa final de Copa Sulamericana. Vai saber se ganharia, mas o que isso importa? Estava em uma final!

Quantos jogadores passaram por aqui? O grande campeão Mário Sérgio, respeitado pelos dois lados do Rio Grande, também se foi.

Perdas irreparáveis.

Tragédias como essa, quem tem se repetido de quando em vez, são oportunidades que temos para lembrar o quão volátil é a vida e o quão importante é saber aproveitar cada segundo.

Uma pena isso tudo estar acontecendo com a Chapecoense. Talvez um dia recupere o time, mas a dor desta perda será uma faixa negra de luto eterno.

#forçaCHAPE!

Que Deus possa confortar os familiares e amigos. 

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Charla

A verdade, e eu venho falando dela aqui já faz uns dias, é que chega uma época do ano (esta, no caso) em que a vida parece que começa a entrar no automático. Nem tudo, obviamente, mas algumas coisas. Venho refletindo acerca do meu retorno aos palcos para o ano que vem faz tempo. Não sei se volto com o projeto Som do Pampa, ou se penso em alguma outra coisa. Também, por certo, não é uma certeza absoluta a minha volta. Vários fatores são preponderantes: minha família, minha atividade profissional e, é claro, bons amigos ao meu lado.

No curso de quase uma década animando fandangos por aí, felizmente, tive pessoas generosas ao meu lado. Grandes músicos e parceiros. Claro que, como na vida, sempre tem aquela minoria que passou e pouco acrescentou, mas a tudo é assim.

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As vezes me pergunto se acabei relegando a musica a segundo plano na minha vida. Não sei se é bem isso. As coisas vão acontecendo e a gente precisa fazer algumas escolhas. Logo após meu começo, por exemplo, cheguei a conclusão que não queria fazer da música minha atividade profissional principal. Com isso, fui seguindo outros caminhos e abrindo outras portas.

Mas músico eu serei sempre e a música andará sempre comigo.

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Mas o automático que falava anteriormente também serve aqui para o BLOG do CAMPEIRO. No ano que passou demos uma oxigenada, trazendo novos pensamentos. Neste corrente, tenho buscado estar atento as coisas que por aqui ocorrem, mas, ainda, tendo a achar que a questão do tradicionalismo está faltando. 

Claro que a falta de notícias também contribui para as poucas postagens aqui sobre o tema. Mas vamos tentando equacionar as coisas para que, em 2017, consigamos tratar mais da coisa xucra do Rio Grande.

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Outra coisa que me povo o pensamento é a continuidade deste espaço. Não sei, penso que tudo que é demais enjoa e que um ponto final pode ser uma grande oportunidade de virar uma página. Mas, e como escrevo constantemente, sempre tem um 'mas' em tudo, é impressionante os números que temos atingido nos nossos acessos. Para se ter uma ideia, mês de setembro deste ano comparado com o do ano passado, o acréscimo foi de mais de 500% (quinhentos por cento).

Time que está ganhando se mexe? Não!

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Falar em time que está ganhando é antagonismo ao meu Sport Club Internacional. Tá merecendo cair não pela sua torcida, mas pela sua péssima administração. Mas vou me arriscar aqui: no frigir dos ovos, não vai cair! É mais impressão do que vontade, eu acho. Ou espero. Hehehe.

Um bom final de semana a todos.    

terça-feira, 22 de novembro de 2016

O que pensar?

O governo do Rio Grande do Sul apresentou, ontem, uma série de propostas que visam a tentativa de estancar a crise que assola o poder público estadual. Não me ative a buscar maiores detalhes, mas sei que algumas propostas visam a fusão de secretarias, extinção de autarquias e, no frigir dos ovos, há certa referência à privatizações. Algumas bem objetivas e outra, a da Companhia Estadual de Energia Elétrica - CEEE, em "estudo".

Confesso que nunca fui favorável às privatizações, muito em razão de serem negócios pouco valorizados, ou seja, negócios em que o Estado recebeu menos dinheiro do que valia seu patrimônio. No mais, acho mais interessante o Estado mínimo. Não quer dizer que sou capitalista, extrema direita, nem nada. Explico.

O Estado do Rio Grande do Sul tem a Companhia Riograndense de Mineração - CRM. E? Qual a explicação lógica para o Estado atuar no ramo de mineração? Por acaso isso torna mais barato os serviços utilizados em energia, por exemplo? Opinião minha, obviamente.

A antiga CRT (Companhia Riograndense de Telecomunicações) foi vendida há mais de duas décadas e o salto de qualidade em telefonia (que ainda é bem ruim) é bastante visível. Quanto a CEEE, não sou totalmente contra. Parte da distribuição de energia no estado já está privatizada. Talvez poderia a CEEE seguir como responsável pela geração de Energia, também se transformando numa espécie de agência reguladora para fiscalizar o setor no Rio Grande do Sul.

A bem da verdade o papel do Estado deveria ser de atuação em serviços de necessidade básica, como saúde, educação, segurança, habitação... Mas já se viu que a terceirização em alguns setores, como o de recuperação de estradas, foi nefasto.

Em contrapartida, temos os servidores destas estatais. Serão demitidos? Descartados? Também sou contra a extinção da Fundação Zoobotânica e Fundação Piratini, diretamente ligadas à pesquisa e à cultura. Até o Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore vai pro saco. Não acho que seja uma medida inteligente encerrar atividade desses 3 exemplos.

Enfim, tempos difíceis os nossos.

E eu fico aqui sem saber o que realmente pensar.

Não sei o que realmente tem de ser feito, embora concorde que algo deva ser feito.

Redundância? Não sei. E quem sabe de alguma coisa por aqui?

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Fandango "ferpudo"

Pra começar bem a sexta-feira temos de falar de festa. E hoje, para todos aqueles que gostam dum bom baile gaúcho, todos os caminhos nos levam à Sapiranga, onde no CTG Galpão Sentinela do Pago o grupo Os Tiranos animam um fandango especial e de primeira. A promoção é do meu amigo Márcio Rosa, no seu projeto Sexta Gaúcha.

"Temo chegando, temo chegando, temo chegando lá das bandas do fundão. Onde apeiemo, fizemo festa, chapéu na testa, pandeiro, gaita e violão".

Fandango "ferpudo".

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Na próxima terça-feira, a Sociedade Gaúcha de Lomba Grande receberá Os Monarcas. Preciso falar mais? Fandango "ferpudo"!

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Já na próxima quinta Os Monarcas estarão no CTG M'bororé, em Campo Bom. E?E?E? Fandango "ferpudo"! Hehehehe.

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Neste momento meu Colorado está sendo rebaixado para segunda divisão. Crônica da tragédia anunciada, da qual, faço mea culpa já que votei nesse indivíduo que hoje comanda o meu Clube. Não será o fim do mundo, obviamente, mas é uma página triste na história do Sport Club Internacional. Mas, amanhã é outro dia.

Dias "ferpudos", mas, neste caso, sem fandango.

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Só eu que to achando estranho este invernico em pleno novembro?

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Passei no feriado desta semana pelos dois shoppings de Novo Hamburgo. Não poque gosto, mas para propiciar ao Bernardo as magias do natal. Num deles, sequer a decoração de natal esta pronta ainda e pelo que já tem, não empolgará. No outro, tá pronta e não empolga.

Adivinhem como está minha empolgação para voltar lá e comprar alguma coisa?

Pois é. "Ferpuda". #sqn. kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Bom final de semana a todos.