sexta-feira, 20 de abril de 2018

Viajar é preciso

Por qual razão não sei, mas a verdade é que em algum momento de minha vida, e também da Mari, resolvemos colocar a vida de lado pensando somente na profissão, como se possível seja recuperar o tempo 'da vida' perdido.

Nem sei, também, quanto tempo deixamos de tirar férias, viver momentos de descontração e alegria. Enfim, tornamos a vida monótona e chata. Já falei disso por aqui, talvez com outra roupa.

Pois li, ontem, que em baixa temporada as pessoas podem economizar até 65%. 

Claro que viajar num dia como hoje, por exemplo, é privilégio de poucos, não tanto pelo lado financeiro, como pela disponibilidade de tempo.

Mas viajar, é preciso.

Conhecer o mundo é imperioso.

Ser feliz é o que se vive e menos o que se conquista.

Ando falando bastante da vida, é verdade, talvez porque poucas vezes parei pra pensar algo assim.

Mas se viajar é preciso, é porque viver também.

Paro por aqui. Talvez porque esteja em alguma estrada cumprindo o que digo.

Bom final de semana a todos.

terça-feira, 17 de abril de 2018

Escadaria

Vai para vinte e dois anos que deixei São Chico e aportei em Novo Hamburgo. Já faz um bom tempo, portanto. Pensei que já tinha visto tudo por aqui, até que hoje pela manhã me deparei com algo novo (ao menos para mim): a escadaria da Gomes Portinho.

Não, eu nunca tinha descido a mesma; tampouco, subido. Passei muitas vezes por ali, seja a pé, de carro ou mesmo de ônibus, mas hoje pela manhã pela primeira vez eu desci a escadaria da Gomes Portinho. E subi, depois, com dificuldade - admito.

E fica no coração do centro de Novo Hamburgo.

Enfim, não conhecemos as vezes a nossa própria cidade. Onde vivemos. Não sei, talvez os detalhes não sejam importantes. A verdade é que muito em São Chico eu também não conheço, embora quem sabe devesse.

Por vezes parece que meu destino já não encontra guarida em Novo Hamburgo. Daí me surge uma oportunidade de conhecer algo novo.

A bem da verdade é que da vida eu conheço pouco. Assim como a maioria das pessoas.

Que coisa!

E o pior de tudo é que a vida passa tão rápido que sequer nos damos conta disso.

Somos, talvez, ninguém, sem sequer admitir.

Enfim, parece que a escadaria não tinha fim. Mas tinha, obviamente. Tal qual o texto de hoje.

Boa semana a todos.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Viver é ser feliz!

Hoje, é aniversário do meu irmão, o Arthur. Quis o destino que caísse em uma sexta-feira 13. Sinal de azar? Penso que não.

As vezes gostaria de imaginar que questões do gênero são apenas coisas que povoam nosso imaginário. O mesmo vale para inveja ou sentimentos ruins que, em tese, as pessoas direcionam para a gente. Muitos sequer pensam nisso e vivem suas vidas a margem de bobeiras quaisquer.

Mas pouco importa, hoje.

É o aniversário do Arthur. 19 anos. Muita vida pela frente. E viver significa não ficar remoendo coisas que não te levam a lugar algum.

Viver é ser feliz, do jeito que for.

Feliz aniversário, Arthur! Felicidade, saúde e muitas alegrias e realizações.

terça-feira, 10 de abril de 2018

Coração de estudante

A verdade é que a vida as vezes é meio engraçada. Mesmo passados quase 25 anos, o que - convenhamos - é um bocado de tempo, ainda lembro com certa precisão do meu primeiro dia de aula lá no "prézinho" da Escola Industrial, em São Chico. Era um dia de sol, fui apresentado a 'profe' Cleusa, e ali, naquela sala ao fundo do refeitório, comecei minha caminhada escolar.

Recordo-me que no início, e por um bom tempo, a vó Frida fazia questão de me levar pra Escola, preservando minha segurança pelas cerca de quatro quadras que separavam o colégio de sua casa. Até que em um belo dia, outro de sol, quem deveria buscar eu eu meu grande amigo Duda na aula de inglês não o fez, voltamos sozinhos - sãos e salvos, e ela finalmente se deu conta que eu havia crescido, e tinha o direito e o dever de poder ir e voltar sozinho da aula. Era parte do meu crescimento, afinal.

Muitos anos depois, já morando em Novo Hamburgo, vivenciei novamente a questão da importância do primeiro dia de aula, desta vez para o Arthur, meu irmão. Outro bocado de tempo, já que o antigo bebê da casa esta semana completa 19 anos de vida. É tempo, poxa! Fecho os olhos e lembro daquele pequeno toco de gente, vestindo o uniforme - cuja bermuda parecia uma calça, sorrindo feliz com sua mochila nas costas. A fotografia daquele momento se perdeu na mão de sua fisioterapeuta, que nunca mais a devolveu, mas a imagem daquele momento é eterna em minha mente.

Aí, passou mais um pouco do tempo, e chegou o meu primeiro dia de aula na faculdade. Mas desse dia, em específico, não recordo muito bem. Ao chegar na fase adulta, talvez entendesse aquela ideia de seguir a vida de estudante como um fardo. Uma pena! Hoje, ouso dizer que os tempos de estudante são os melhores das nossas vidas!

Por falar em vida, ela ainda reservaria outro momento ímpar na minha, na da Mariana e na do Bernardo: o primeiro dia de aula do meu biscoito (nunca haverá de perder este conceito, ao menos em meu coração).

Ninguém precisa me dizer que isso é importante para uma criança, qual seja, ir para a escola, fazer amigos, aprender a dividir e se tornar um ser humano melhor. Mas, apesar de tudo isso, quando é o filho da gente, pensar em situações do gênero é coisa para um segundo plano. Logo, nada fácil foi ouvir e ver o choro do meu Bêzinho, que não queria deixar o colo da mãe. Que queria voltar pra casa, coisa que ele fez questão de repetir algumas vezes naquele momento.

Pois, hoje, já faz uma semana que ele está indo para escola, melenas presas num calor de abril, e somente hoje ele deixou eu tirar as fotos que ilustram este momento ímpar na sua vidinha e torturam os seus pais, que ainda teimam em pensar que seu bebê é de cristal. E apenas hoje eu criei coragem para falar desse momento que o Bernardo vive, assim como eu e a Mariana.

Ainda não me acostumei, admito. Mas terei de fazê-lo, pois, assim como eu precisava me libertar quando a Vó Frida foi convencida de que eu tinha o direito e o dever de ir sozinho para a escola, o Bê precisa exercitar dentro de si mesmo o seu coração de estudante.

O meu, pelo que se percebe, segue batendo dentro de mim. E o mesmo haverá de acontecer com ele a partir de agora. A cada dia batendo mais forte!


Que tu se divirta na escola, meu filho. E acima de tudo, seja feliz, sempre!

Papai e mamãe te amam!

PS.: se na posterioridade tu ler isso e achar teu pai careta, não tem problema. Haverei de suportar a crítica, biscoitinho eterno do papai!!! Hahahaha.

sábado, 7 de abril de 2018

10 anos de história e sucesso!

Exatamente há uma década eu iniciava um espaço que visava mostrar o "meu jeitão bem bagual": este BLOG do CAMPEIRO! Não esperava, é bem verdade, chegar a este ponto da vida com tamanha satisfação por estar ainda aqui, escrevendo, dando opinião e falando um pouco da cultura e da música gaúcha.

Não foram só de flores os caminhos por aqui percorridos. Muitas vezes entendi que estava na hora de encerrar. Mas, no fim das contas, a vontade de continuar apresentando algo de útil nos fez chegar a estes dez anos, de história e sucesso.

Com o passar do tempo, e os anseios da sociedade batendo à porta, este espaço foi ganhando voz para a necessidade de abordar temas decorrentes do dia a dia dos leitores. Com isso se abriu espaço para todos aqueles que estavam dispostos a contribuir com novos e melhores dias. Nesta senda, por um bom tempo, meu amigo Rodrigo de Bem Nunes demonstrou seus aperos de articulista, aqui como nosso colaborador. Ademais, como não reiterar agradecimentos ao seu serviço prestado, bem como ao meu amigo Antônio Dutra Jr., do blog 'Mas que momento!', meu maior incentivador da vida blogueira.

Passados dez anos, exatos no dia de hoje, 07 de abril de 2018, mantemos a chama viva da tradição, todavia, sendo que os assuntos da gauchada ainda devem prevalecer em detrimento de qualquer outro. E neste ano que vai marcar a descontinuação do BLOG do Campeiro (http://blogdocampeiro.blogspot.com.br/2018/01/recomeco.html), a ideia é encerrar como começamos, mostrando o "Meu Jeitão Bem Bagual" (http://blogdocampeiro.blogspot.com.br/2008/04/meu-jeito-bem-bagual.html).

Não é com saudosismo que hoje escrevo, nesta comemoração de uma década deste espaço. É com o sentimento de dever cumprido; com o peito alegre por tudo que isso representou para mim e todos os leitores que semanalmente estão aqui. São mais de 200 mil acessos e quase 1000 postagens, ao longo desses 10 anos.

E para marcar estes dias de glória e sucesso, vou relembrar algumas passagens que de uma forma ou outra marcaram a minha vida e de vocês, senhores e senhoras, que nunca deixaram de adentrar, puxar um cepo e ir sentando, afinal, aqui a casa é sua e o mate está sempre quente!

Muito obrigado mesmo, a cada um de vocês que fizeram e ainda fazem um pouco desta história, com garbo e galhardia.

Mas como a macega ainda não fechou o rastro do caminho e as gaitas seguem roncando por este mundéu, ainda muita coisa haverá de passar por aqui até o seu derradeiro dia.

E vamos juntos levar mais um pouco esta história!

Feliz aniversário, BLOG do CAMPEIRO!

Um fraterno abraço a todos.

Bruno "Campeiro" Costa, num belo sol de outono, aos sete dias do mês de abril de 2018.

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Divagando

O Brasil parece que parou, ontem, acompanhando o julgamento do Habeas Corpus que poderia isentar o ex-presidente Lula da prisão, ao menos neste momento.

A questão da prisão após julgamento em segunda instância é bastante pertinente e merece sim ser conduzida de forma séria pelo STF.

As pessoas também deveriam ser menos suscetíveis a paixonites, já que é um tema de acentuada relevância à justiça brasileira.

Mas como o Paciente ('nome' dado aquele que busca os benefícios do Habeas Corpus) era Lula, a situação tornou contornos de política e de palanque eleitoral antecipado.

E novamente quem vai perder, ao final, é um meia dúzia de pobres coitados a quem, a rigor, são realmente direcionados os rigores da pena.

Enfim, não gosto de falar temas jurídicos por aqui, ainda que tenha tentado deixar o assunto entendível.

O que reafirmo é que para mim, e para tantos outro que respeitam a Constituição, a discussão de ontem era além do Lula.

A vida do brasileiro não gira em torno do Lula, afinal. Mas parece que nem a oposição quer entender isso, enfim.

Coisas do Brasil sem rumo. Ou não?

Estou na fase do 'só sei que nada sei'. E por aí vou (ou vamos). 

Sem caminho de volta! 

E encerro minhas divagações que tenho de levantar da cama e tentar fazer algo de útil.

Abraço a todos.

PS.: Feliz aniversário, Novo Hamburgo!

sexta-feira, 30 de março de 2018

A sexta é Santa!

Não sou tão velho assim, mas algumas questões de relevância história eu gosto de respeitar, como o fato de se comer peixe na sexta-feira Santa. Venho de uma família católica. Minha mãe, pouco tempo atrás, lembrava que no seu tempo de guria o pai exigia respeito ortodoxo à data: alimentação franciscana, poucas atividades e muita oração.

É, acho que nem respeito tanto assim. Mas tem coisa bastante pior numa sociedade que não respeita mais ninguém, nem nada.

***

Na infância peixe em São Chico era merluza e de um tipo apenas: frito.

Nesse ponto evoluí e minhas avós também, pois, graças a mim, camarão chegou por lá.

É, outros tempos!

***

Quase dez anos depois do surgimento desse blogue, passei a ter alguns problemas técnicos, como um perverso "delay" nas publicações por aqui. 

Mas parece que o problema se encerra hoje.

É, a sexta é santa!

Feliz Páscoa a todos.