segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Ainda há tempo...

Em que pese já tenha aventado aqui da minha pouca afeição sobre escrever quanto a temática, inegável é que entramos na derradeira semana do pleito eleitoral municipal. A esta hora, na próxima segunda, já devemos saber quem são os prefeitos das cidades do Brasil inteiro, salvo caso fortuito ou de força maior.

Pior é que muita gente ainda não se deu conta disso. Incrível como a política passa despercebida dos lares do nosso povo, ainda que outros fatores venham contribuindo para o desencantamento atual das campanhas eleitorais, como a falta de recursos e o tempo menor do pleito.

Gostei dessa ideia franciscana de campanha, ainda que deixe a política menos divertida. Sim, é possível se divertir fazendo política.

Hoje pela manha minha querida esposa Mariana veio me pedir opinião, não sabe em quem votar para prefeito(a) e veredor(a). Optei por não dar palpite, afinal, a decisão final tem de ser dela. No meu caso, aliás, não está muito diferente. Não faço ideia em quem votar para vereador(a) e já estive mais seguro quanto ao meu(minha) candidato(a) a prefeito(a). 

Não quero, pois, pensar que vivemos tempo sombrios. Mas são nebulosos, certamente.

Note-se que outrora as eleições municipais movimentavam toda uma cidade. É na cidade que tudo acontece. É ali que vemos com olhos nus para que serve o dinheiro de nossos impostos. Na minha, na sua cidade é que se começa a construir algo que possa se tornar a sociedade em que realmente queremos viver.

Portanto, é por isso que hoje escrevo sobre política. É por isso que sexta-feira deverei novamente falar sobre o tema.

Alegre-se! Ainda há tempo de ser feliz. Basta acreditar.

Boa semana a todos.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Um tempo a mais

Finalmente, estive no Acampamento Farroupilha de Sapiranga; foi no dia mais importante da nossa tradição, 20 de Setembro. Digo finalmente, pois não é de hoje que ouço falar bem da estrutura e da organização e isso pude constatar in loco. Saí de lá com a certeza de que a melhor programação de Semana Farroupilha da região está em Sapiranga.

Andei pelo Parque das Rosas, testemunhei a bela organização e distribuição dos Piquetes e revi alguns velhos amigos, afinal, muito e bons bailes toquei em Sapiranga, tanto no CTG Desgarrados da Querência quanto no CTG Galpão Sentinela do Pago. 

Nessas andanças, descobri que o Evento terminaria no dia 20 mesmo, assim como já tinha sido nos últimos anos. Cheguei a conclusão que a grande maioria dos que lá estavam era por amor a tradição e não por status. Nem a proximidade do período eleitoral mudou o cenário. Quem estava lá eram os Gaúchos admiradores da tradição do nosso Rio Grande.

Permiti-me concluir, portanto, que o Acampamento poderia ser certamente o mês inteiro, ultrapassando as cercanias da Semana Farroupilha. Aliás, seria até mais lógico, dado o trabalho para construção e depois desmonte da estrutura.

Teria público e a nossa tradição seria ainda mais valorizada. Volto a frisar que o gauchismo é todos os dias e todas as semanas, não devendo ser valorizado em alguns dias no ano e em um mês específico.

Um tempo a mais para a nossa tradição é sempre muito bem vindo.

Viva o Rio Grande e parabéns Sapiranga pela bonita festa.

Abraço e bom final de semana. 

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Barbaridade! Que orgulho em ser Gaúcho.

Muitas palavras definem a nossa espécie. Sim, não tenho dúvida de que Gaúcho é uma das tantas espécies que existem nesse mundéu. Mas, a que eu mais gosto é: BARBARIDADE! Barbaridade é uma palavra que pode dizer muita coisa e significar outras tantas. Pode ser algo grandioso e espantoso, pasmem não raro as duas coisas ao mesmo tempo.

O dito maior jornal do Rio Grande neste final de semana, mais uma vez, trouxe artigos que tentam por em xeque a nossa história, dando a entender que deveríamos nos envergonhar da Revolução Farroupilha ao invés de vangloriar feitos, na visão dos articulistas, notoriamente duvidosos. Que barbaridade! O mesmo blá-blá-blá todo ano.

Primeiramente, em momento algum, enquanto lia as supostas verdades, cuja hipótese é o que permeia, convenhamos, cheguei a duvidar daquilo que gosto e que entendo por tradição. Não foi lendo estas coisas que cheguei perto de ferir meu orgulho, o orgulho gaúcho. E digo por quê.

Realmente, não vencemos a revolução. Mas, lutamos bravamente contra todo o poder imperial por dez anos, com menos homens e com recursos escassos. Não tivéssemos o respeito do Império, Duque de Caxias não teria sido enviado para cá com a missão de encerrar a discórdia. Não tivéssemos o respeito do Império, em acordo não teria terminada a peleia. Logo, não tem nada e nem ninguém que me prove que a nossa luta era indigna e que a nossa reverência ao 20 de Setembro seja inoportuna.

Até nisso somos sujeitos de sorte. O mês de setembro parece mesmo o mais apropriado para se comemorar uma data de proporção coletiva. Para ajudar, o dia 20 é algo difícil de adjetivar. É forte e único! O que conhecemos por nossa tradição é mais recente, sim, mas também restara construída a partir dos elementos colhidos ao longo de toda nossa história, tendo como evento balizador o 20 de Setembro, dia em que ousamos levantar as armas contra a opressão, ensejando uma revolução que durou uma década. Ninguém luta por 10 anos sem um propósito social e coletivo. Desculpem-me, mas não foram os interesses privados que trouxeram Giuseppe Garibaldi para a América.

Poderia dizer que chamar o gaúcho de um sujeito que andava errante nos pagos platinos é uma barbaridade. Mas, isso é o que menos me incomoda. Não me trás medo carregar a pecha de teatino, dos meus ancestrais. Medo seria ser taxado de cordeiro em meio aos lobos. Nunca me caiu bem a ideia de parcimônia e do aceite puro e simples aos desmandes governamentais.

Hoje é 20 de Setembro. Comemoramos mais um ano a revolução que moldou o caráter desta espécie que conhecemos por gaúcho. Não somos os melhores em tudo, nem somos os perfeitos, mas não tenho dúvida de que se um dia chamados a guerra novamente, seremos os primeiros a levantar as armas para lutar por aquilo que acharmos justo. 

O 20 de Setembro é uma valorosa expressão do que representa o caráter do nosso povo. Enquanto o nosso orgulho permanecer em riste, pouco importa o que pensam meia dúzia de "historiadores". O Gaúcho Mário Quintana, Poeta com letra maiúscula, é Vossa Excelência o definidor do que alguns destes (errantes) artigos representam: "Eles passarão, eu passarinho".

Mas que barbaridade! Como é bom ser gaúcho e que orgulho tenho de dizer isso para quem quer e também para quem não quer ouvir.

A minha história, afinal, meias palavras não são capazes de desconstruir.

E viva o 20 de Setembro! O precursor da liberdade. E como é bom ser livre. E como é moderno ser gaúcho:


#revoluçãofarroupilha 
#20desetembro 
#orgulhoemsergaúcho 
#barbaridadetchê!

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Cousa Gaúcha!

Abaixo, alguns símbolos que mostram o que nos representa ser gaúcho. São coisas que estão sempre presentes nas nossas vidas, mas que se agrandam um pouco mais nos meses de setembro, senão vejamos por meio dessas belas imagens:








Cousa gaúcha, buenacha uma barbaridade.

E viva o Rio Grande!

Abraço a todos.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

A vaca vai pro brejo

Daqui há 20 (vinte) dias um novo pleito eleitoral municipal será realizado e, pela primeira vez em mais de 20 (vinte) anos, vejo uma eleição tão devagar. Impressionante, mas esta corrida às prefeituras está igual café morno, afinal, até se encara, mas não desce do melhor jeito e se acomoda mal no estômago.

Em ebulição numa projeção nacional, a política tem causado desconforto entre a população, descrente de que melhores dias possam vir e que a política, tal qual uma fênix, possa ressurgir das cinzas criando um cenário de ética e transparência, ao invés de negociatas e disputa, exclusiva, pelo poder.

No campo estadual, a falta de qualidade na governança local também coloca em xeque a boa vontade do povo para com as prometidas mudanças, vindouras a cada quatro anos, que não passam de promessas vazias e eleitoreiras.

Já os municípios estão falidos, sem dinheiro, sendo que falta esperança mesmo de que algo possa ser feito, já que não tem muito onde se buscar recursos.

E por falar em dinheiro, chego ao ponto nevrálgico deste texto de hoje: a falta dele, por óbvio. Sim, as campanhas estão devagar quase parando em razão da cristalina falta de dinheiro. Campanhas bonitas e vistosas de outrora, deram lugar a movimentos franciscanos e meia dúzia de caraminguás. Ou faz santinho ou faz bandeira. Não tem dinheiro para os dois. Música de campanha virou um festival de paródias, esculhambando as composições, convenhamos.

Já viu a quantidade de caminhada, ao invés da antiga e tradicional passeata? Não tem grana para a gasolina! Político nunca caminhou tanto na vida atrás de voto; talvez, assim, enxerguem os problemas das suas cidades e, finalmente, resolvam fazer algo de bom para as comunidades.

Nunca foi tão divertido ver uma campanha política. Nunca foi tão desanimador ver uma campanha política. Tudo ao mesmo tempo.

A impressão que fica é que passado o tsunami de campanhas milionárias feita por marqueteiros de qualidade e preço indiscutíveis, o que restou foi um cenário devastador.

É dura a realidade da política no Brasil. Esta que, ao fim e ao cabo, nada mais faz do que refletir a condição da nossa sociedade como um todo.

É tem vaca indo pro brejo em tudo que é lugar.

Boa semana a todos.  

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

"Independência ou morte?"

Há alguns anos, por aqui escrevi da dificuldade do brasileiro expor seu patriotismo, afora manifestações ligadas ao esporte. Abro um parenteses, aqui, para tirar fora o futebol, pois, neste, há uma paixão própria enraizada. As pessoas não amam o futebol por ser o Brasil, mas por ser futebol, mesmo. 

Parece-me que fosse o brasileiro um patriota, não teríamos chego mais uma vez ao fundo do poço da democracia. Nossa jovem democracia, outrora manifesta e pujante, agora sucumbe na esperança de que novos dias virão, quando, se for analisado os personagens que através da política tentam desenhar o futuro, nossa esperança é utópica, demonstrando que o fundo do poço é mesmo profundo. 

Hoje é 7 de setembro, dia da independência do Brasil. Mas que independência é esta, alguém sabe me responder? Ser independente é conquistar a façanha de impedir o prosseguimento de mandato de dos presidentes da república em menos de três décadas de democracia? Ser independente é fazer com que o povo sofra na fila dos hospitais? Ser independente é ter uma educação ruim ou péssima? Ser independente é atochar o povo com uma das maiores cargas tributárias do mundo?

Não sei responder nenhum dos meus questionamentos. Simplesmente porque nós, os brasileiros, somos independentes na teoria, mas, não sabemos o que isso representa na prática.

Vejamos que há cada dois anos, através da independência democrática do voto, podemos exercer a livre manifestação da independência, elegendo nossos representantes. Pasmem, em pleno século 21, continuamos elegendo corruptos e reelegendo pessoas que não tem a mínima preocupação com o interesse público, mas com seus próprios interesses.

Esta é a nossa independência?

O que é ser independente, afinal?

Num Brasil cada vez mais velho, questões que nunca deixam de ser novas.

Vamos crescer, algum dia?

Às margens do riacho Ipiranga, lá em 1822, Dom Pedro gritou para quem lá estivesse e quisesse ouvir: independência ou morte? Optamos pela primeira, embora eu me pergunte o que teria acontecido de nós se tivéssemos tomado o caminho da segunda opção. 

Quem sabe das cinzas da suposta morte, com fênix, teria ressurgido um novo Brasil, realmente independente. Nas cinzas, novamente, estamos, imperioso compreender. Então, que alguém (de conduta ilibada e idônea) volte ao Riacho Ipiranga e grite novamente: "Independência ou morte?".

A partir de então, ou aprendemos o que significa independência ou que morramos de vez. 

Triste, mas verdadeiro.

Bom feriado a todos.


quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Mês farrapo

Historicamente, o mês de setembro é mais devagar aqui no blog, tal qual o mês de junho. Mas, por razões distintas. Em junho sempre foi por fadiga inspiracional, em regra, já em setembro, pelo meu engajamento com os festejos farroupilhas, principalmente em razão dos fandangos. Pois este ano eles não farão parte da minha agenda, já que outros compromissos tem me deixado bastante tempo afastado da música.

Sou músico, gosto de tocar baile, isso seguirá comigo para todo o sempre, mas optei por outros caminhos, caminhos estes que me afastam um pouco da música neste momento. Mas não para sempre. Em breve trarei novidades por aqui.

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Os acampamentos já estão tomando forma. O da Capital, como sempre, já tomou forma e em breve se torna uma cidade gaudéria, tomada por uma multidão. 
Dia desses passei por Sapiranga e vi que lá também toma forma, nesse que tem sido o maior acampamento do Vale dos Sinos.
Fico feliz que a cultura gaúcha recebe sua devida importância em todo o mês de setembro. Mas, lamento que seja somente um mês do ano. Nossa cultura não têm mês, dia ou hora. Ela vive sempre, numa chama crioula que jamais se apaga.

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Muitos bailes surgirão na sequência. Muitos fandangos vem por aí para animar a gauchada. O mês farrapo promete, então, vamos tratar de nos divertir.

Abraço a todos.